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ANSIEDADE EM CRIANÇAS

  • Foto do escritor: paula maciel
    paula maciel
  • 23 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura

A ansiedade faz parte da vida de todas as pessoas é uma reação emocional esperada diante de diversas situações; é importante para a nossa sobrevivência, e surge de um alerta do cérebro que nos faz agir diante do perigo.


E quando devo me preocupar?


O problema ocorre quando a ansiedade se torna desproporcional às situações vividas, causando impacto funcional no dia a dia. Preocupação intensa, medo excessivo e persistente em situações cotidianas, frequência cardíaca elevada, respiração rápida, sudorese e sensação de cansaço, estão entre os principais sintomas da ansiedade.


Como será vivenciar isso quando criança?


Durante a fase da infância, o cérebro ainda está em formação e não tem maturidade necessária para entender o que está acontecendo. E os transtornos de ansiedade são os quadros psiquiátricos mais comuns na infância e na adolescência. Estima-se que cerca de 10% a 15% da população nessa faixa etária tem algum transtorno – desde casos mais leves até casos mais graves. Mesmo sem saber o que está vivenciando, a criança se afasta ou tenta evitar situação que lhe causa ansiedade, deixando de fazer atividades rotineiras, e esse pode ser um dos primeiros sinais, observado pelos pais.




As crianças também podem passar por crises de ansiedade, vivenciando sintomas de preocupações exageradas, hipervigilância, medos; os sintomas também podem incluir Taquicardia, sudorese, mãos e pés trêmulos, dores no estômago, vômitos, dificuldade para respirar, dor de cabeça, desconforto, dor de barriga e enjoo, e outros. Evitar ir à escola, também passa a ser algo comum, e o motivo é o receio que a criança tem de se sentir mal devido à antecipação causada pela ansiedade.

As crises de ansiedade costumam ser muito intensas e quando não há um conhecimento prévio podem ser de difícil manejo.




Como ajudar em situação de crise?

  • Não invalidar o que a criança está sentindo;

  • Acolher;

  • Ser empático;

  • Oferecer um abraço;

  • Respirar junto com ela.

A família precisa ter papel ativo e durante os momentos de ansiedade, os pais ou responsáveis devem permanecer junto a criança. Acolher é fundamental para que a criança se sinta compreendida e amada.

A persistência da ansiedade pode aumenta o risco do desenvolvimento de outros problemas psiquiátricos, a exemplo da depressão. O ideal é tratar os transtornos de ansiedade o mais cedo possível, para que não ocorra uma piora dos sintomas. Quanto mais cedo a ansiedade patológica na criança for detectada, melhor e mais eficaz será o tratamento.


Paula Rodrigues

Psicóloga clínica - CRP 11/16804

@psi_paula_maciel




 
 
 

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